Muito se fala sobre os investimentos que os municípios brasileiros têm feito enquanto aguardam a chegada dos dois maiores eventos esportivos do planeta, a Copa do Mundo de futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Para Karina Solha, docente da USP - Leste, o transporte turístico rodoviário precisa de investimentos e essa é uma excelente oportunidade para consolidar a imagem do País como destino turístico.
Apenas no mês da Copa do Mundo de 2014, espera-se cerca de 500 mil pessoas em São Paulo. Segundo dados do Ministério do Turismo, de 2007, o Estado é o primeiro destino turístico do País, sendo também o principal emissor de turistas de viagens domésticas para o próprio Estado (78%). Esse resultado pode ser atribuído a vários fatores, mas vale destacar a diversidade de serviços e a qualidade da infraestrutura de transportes, principalmente, rodoviário, representada, inclusive, por algumas centenas de veículos destinados ao transporte profissional de pessoas por fretamento.
Segundo a professora doutora Karina Toledo Solha, do curso de Lazer e Turismo, da EACH - Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP) e líder do Grupo de Pesquisa de Turismo, Conhecimento e Inovação - no entanto, uma questão importante não pode ser deixada de lado neste momento: a gestão turística dos municípios deve considerar vários fatores, como a diversificação e qualificação da oferta de equipamentos e serviços, além da capacitação dos recursos humanos para atender o turista que chega. “Se o Estado de São Paulo já possui uma demanda significativa por viagens domésticas, pode ser o momento de implementar ações que permitam sua expansão, principalmente, considerando as características deste segmento rodoviário”, expõe.
“As viagens são realizadas em sua maioria por meio do transporte rodoviário, com predominância do uso do automóvel, uma vez que o transporte aéreo regional ainda é bastante incipiente. No entanto, apesar da qualidade das rodovias, são frequentes as reclamações sobre os custos que incidem na viagem, principalmente com relação aos pedágios. Além disso, ainda precisamos qualificar e diversificar a oferta turística no interior do Estado que, mesmo com os esforços de várias localidades, ainda não conseguiu se tornar realidade”, acrescenta Karina.
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